Ter dado não basta: é preciso saber o que olhar

Organizar os dados da captação vai muito além de ter uma ferramenta: exige clareza sobre quais métricas acompanhar e um método consistente de análise.

Seguindo o tópico do planejamento e definição de metas condizentes, de acordo com o que sua realidade (geográfica) permite, entendo que existe um tópico que se segue que é extremamente importante para seguir: o de organização dos dados.

Muito além do que “só” uma ferramenta/plataforma para fazer isso, vejo que as escolas carecem de métricas e de método. E dentro dessas, duas coisas principais de ter realmente ter os números certos a serem olhados e uma cadência de olhar com diferentes níveis de profundidade.

O primeiro ponto que eu queria explorar é o de: quais os números certos a serem olhados. E como qualquer coisa da vida, você tem infinitos olhares e perspectivas e por quantos e melhores ângulos você olhar, melhor pra entender o que está acontecendo, antecipar problemas e pontos cegos e evitar alguma perda no caminho. Entretanto, eu sei que muitos de vocês não possuem toda essa robustez, time e tempo para se despender. Então, qual é o mínimo?

  • Quantas matrículas fizemos até o momento x Meta de matrículas acumulada (supondo que tenha montado boas metas);

  • Quantas visitas recebemos até o momento x Meta de visitas acumulada;

  • Quantos contatos recebemos até o momento x Meta de contatos acumulada;

  • Taxa de conversão Contato → Visita;

  • Taxa de conversão Visita → Matrícula.

Cinco métricas que dizem tudo sobre a sua operação de captação muito rápido. Se você tem pouco tempo semanal para alocar aqui, olhe essas 5 uma vez por semana (método) sempre no mesmo dia e no mesmo horário. Se possível, tente aprofundar em, pelo menos, uma delas que está abaixo do que você já tem de histórico ou que você possui de benchmark de referência.

E ainda no método, aprofundar pra mim quer dizer dar nome às famílias interessadas que estão compondo essa métrica em dois olhares: um mais recente (última semana) e um mais distante (semanas iniciais de análise). Entender o histórico de interações (ou não-interações) vai te dar hipóteses de problemas e planos de ação para a próxima semana.

Foi sintético, não é tão simples quanto o que tá escrito de implementar, mas já dá uma boa visão de como pensar e estruturar o seu calendário para a época de alta. Lembre-se que não tem como jogar dados com a captação e crescimento da sua escola, então é necessário acompanhamento.

Um abraço,