Silêncio de dezembro, promessa de janeiro

Quem se organizou antes decidiu melhor quando o calendário apertou. Dezembro só evidencia que captação é processo, não evento, e que as decisões das famílias seguem vivas em janeiro.

Chegamos ao fim do ano letivo. Corredores mais vazios, administrativo segurando a ponta, equipe cansada olhando o que ficou de pé. Quero começar dizendo obrigado. Esta coluna só fez sentido porque gestores e mantenedores como você abriram agenda, toparam refletir e, principalmente, executaram. Foi um ano de aprender no ritmo do chão de escola (entre rematrícula apertando, visitas acontecendo, WhatsApp chamando, planilha e acompanhamento de números).

Se houve um fio comum em tudo que escrevi, foi este: quem começou antes colheu melhor, e quem manteve cadência tomou decisões com menos dificuldade. Não porque o cenário ficou fácil, mas porque método vence qualquer improviso quando o calendário aperta. Quando a gente desenha a campanha no papel, treina o atendimento com exemplos reais, dá dono aos números por semana e mantém a conversa com memória entre visita e matrícula, o barulho cede lugar à previsibilidade.

Dezembro engana menos. Ele só mostra. Mostra o que foi feito cedo e o que ficou para “quando der”. Mostra que captação não é evento, é cadência. Mostra que marketing que funciona não é o mais criativo, é o mais coerente. E mostra, com todas as letras, que a decisão das famílias atravessa janeiro (ou seja, ainda há trabalho vivo nas próximas semanas para concluir o que já começou, sem peça nova nem promessa nova, apenas clareza, ritmo e fechamento).

Quero também deixar um spoiler do que vem pela frente. Em 2026, além de seguir com os temas de marketing e captação, vamos abrir um novo eixo que faltava aparecer com força por aqui: retenção e gestão da permanência. A Lumni está finalizando um módulo de Retenção: para transformar sinais fracos (atraso, queda de frequência, ruído de relacionamento, notas) em ação concreta e previsível. Isso vai atravessar a coluna semanal: métricas de risco por etapa, rituais simples de acompanhamento, linguagem de prevenção (não só de “resgate”), casos práticos de como não perder quem já é da casa. Porque crescer de verdade é entrar bem e ficar bem.

Fica aqui meu compromisso: mais prática e menos platitude; mais calendário antes de campanha; mais exemplos de frase que cabem no bairro; mais estudo de caso de escola que executa no chão e mede direito. E, principalmente, mais clareza para que cada decisão custe menos energia e gere mais resultado.

Obrigado pela confiança e pela leitura ao longo do ano. O próximo ciclo já começou e este ainda respira até janeiro. Nos vemos na próxima edição, com o olhar no que pode ser melhor e o pé na execução. 

Um abraço,