Depois do hiato do Carnaval, começa de fato o novo ano da escola — e com ele, o momento de refletir sobre o último ciclo antes de planejar o próximo. Antes de cobrar novas metas, vale envolver o time, ouvir quem esteve na linha de frente e construir juntos os próximos passos.
Esse é o momento que marca o início do novo ano para a escola.
E não me entenda mal, não estou falando que não foi difícil o momento anterior ou que você empurrou com a barriga até chegar o carnaval, é só que, naturalmente, esse é um evento importante no calendário e convenhamos: ele toma pelo menos 1 semana de execução, de planejamento, de seja lá o que for. É um hiato importante e relevante.
Dito isso, eu sei que muitos de vocês estão agora conseguindo respirar o ano novo, estão conseguindo começar a vislumbrar os novos objetivos, querendo entender o que aconteceu (os erros e acertos no último ciclo) e aí sim conseguir pensar nas melhorias para o próximo (além, de claro, continuar firme no residual de captação – especialmente de educação infantil).
O que eu mais tenho escutado recentemente, na verdade, é que muitos gestores estão virando a mente para esse planejamento do próximo ciclo, entender como vai ser campanha, às vezes procurar outra ferramenta e uma série de outros pontos. E, ao mesmo tempo que isso vem surgindo, muitos também me trazem o problema: meu time não me acompanha, parece que não estamos alinhados e que não engajam com o período.
De forma geral, eu entendo que pode haver sim um problema de gente, pessoas. É natural que você não vá acertar sempre em todas as contratações. Mas, hoje, eu quero trazer uma outra perspectiva: você, gestor, de fato está escutando seu time, envolvendo eles nas discussões ou só está querendo “empurrar” uma agenda, uma meta e um processo?
A maioria dos gestores sequer está criando um momento com todos para uma avaliação geral de como foi o último ciclo e quer que imediatamente todo mundo se engaje em cima de uma nova necessidade que, para quem não está envolvido na discussão, é extremamente unilateral (e da cabeça de quem está trazendo).

Muito do problema de engajamento, gestor, está em você não dar espaço para essas pessoas que estiveram na ponta, no front de batalha, poderem falar, dar as percepções deles do que foi ruim e do que foi bom, do que poderia melhorar. As pessoas precisam de um pouco mais de autonomia para conseguir dar o melhor de si de forma reflexiva e não só reativa.
Na última semana eu já falei sobre essas metas surreais que andam sendo “requisitadas”. Isso também desengaja time. Mas, experimente fechar bem esse ciclo (independente de meta batida ou não), fazer um apanhado de ideias do que foi bom, do que foi ruim, do que foram aprendizados, do que queremos mudar e também envolver eles na construção das próximas metas, se comprometerem com elas. Tenho certeza que vai ter um time mais forte e engajado.
E não se confundam: não estou dizendo que vai ser feito o que todo mundo quer, a decisão final continua sendo sua que está olhando o todo. Existem um monte de preocupações por trás do número de meta que você, dono de escola, estabelece. Eu sei disso. Meu ponto é só você conseguir ter um time muito mais coeso pra buscar o crescimento.
Se quiserem que eu envie o modelo de reflexão que geralmente seguimos aqui pra fechar o ciclo de captação de um ano com o time, é só responder esse e-mail que eu mando pra vocês, combinado?
Um ótimo 2026 de execução. O ciclo de 2027 começou.